O Biogás hoje é uma das alternativas mais sustentáveis do mercado. Ele continua trazendo novidades para fomentar negócios e contribuir para o desenvolvimento das energias renováveis. E o Biometano tem se apresentado como solução de combustível para veículos leves e pesados, ganhando destaque e atenção de grandes montadoras. 2020 se inicia com propostas e projetos feitos exclusivamente para o aproveitamento consciente de energia. 

Em 2019 o biogás trouxe surpreendeu com os resultados, nos últimos três anos a produção duplicou por meio do agronegócio.

Em relação ao ano passado o Brasil teve um avanço de 40%, ou seja, em janeiro o país já iniciou com aproximadamente 400 plantas de biogás em execução, ou seja, houve um aumento em 2020.

O biometano é um dos protagonistas do ano, afinal, grandes marcas estão investindo no desenvolvimento de veículos que apenas aceitam o abastecimento sustentável.”O Biometano é uma fonte segura, com menor custo de produção se desenvolvido localmente”, explica Rafael Gonzalez – diretor presidente do CIBiogás.

O ano do Biometano 

O avanço no uso de combustíveis no Brasil vem se desenvolvendo de forma significante. Empresas como New Holland, Scania e Agrale, apostam no Biometano como meio alternativo de combustível. A expectativa é que teremos o primeiro transporte coletivo rodando a Biometano no Sul do Brasil. A alternativa contará com a utilização de biogás vindo de resíduos sólidos urbanos (RSU).

De acordo com Nilson Righi – gerente de Marketing de produto da New Holland, a previsão é que em 2020 tenhamos tratores a Biometano disponíveis no mercado brasileiro. Este é o último ano de testes, a montagem dos tratores será realizada em Curitiba (PR). “Estamos acelerando para nos aproximar o máximo possível do cenário europeu”, conta. 

O biogás intercambiável com o gás natural, chega a 50,4 bilhões de m³/ano, contabilizando todo o resíduo produzido pela agroindústria e saneamento,  o volume seria suficiente para suprir 70% da demanda de diesel do país. 

O CIBiogás aposta neste tipo de alternativa, o diretor de desenvolvimento tecnológico Felipe Marques afirma: “É perceptível que 2019 foi um ano de maior interesse de fornecedores de equipamentos a biometano. Esse movimento é um indicador de aquecimento do mercado do biogás”

Renova Bio 

Instituída pela Lei n°13.576/2017 o RenovaBio é a nova Política Nacional de Biocombustíveis. Seu objetivo é expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, fundamentada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado. 

Nova Fase 

A Renova Bio vem para ampliar a sustentabilidade dos projetos de Biometano de grande porte. A expectativa é que futuramente ele se torne mais atrativo aos empreendimentos de pequeno e médio porte. Mas para isso é preciso de um esforço da agência reguladora (ANP) no estabelecimento de metodologias diferenciadas para estas escalas de empreendimento. A política possibilita ao país um ganho de R$ 1,2 trilhão entre investimentos e economia nos próximos 10 anos. De acordo com a senadora Kátia Abreu em audiência pública, o uso do de etanol e de biodiesel já expressa uma grande economia a cada ano nos combustíveis, demonstrando um saldo de R$ 5 bilhões de reais.

A tendência é o que o biometano comece a participar do mercado substituindo o GNV – que é um combustível fóssil. 

As possibilidades no meio rural 

No meio rural, o biogás possibilita um modelo de propriedades auto sustentáveis em energia a partir da instalação de sistemas de biodigestão. Com a finalização de diversas estruturas e usinas que ocorreram ao longo de 2019, estima-se que a produção de combustível aumentará para 4,7 milhões de metros cúbicos por dia. 

Biometano no mundo 

Os carros elétricos crescem cada vez mais em países desenvolvidos que valorizam a matriz energética sustentável. A China, lidera a substituição das frotas de carros movidos a gasolina e diesel por veículos elétricos. No Brasil a realidade ainda tem muito a se desenvolver. De acordo com Zeno Nadal – engenheiro eletricista – superintendência de Smartgrid e projetos especiais SSG da COPEL: “A mobilidade elétrica está começando em escala pequena, bicicletas e patinetes, mas a tendência é que a mobilidade comece por frotas, como de transporte coletivo por exemplo”

Pesquisa e desenvolvimento 

O desenvolvimento nas áreas P&D da ANEEL que iniciam em 2020 trazem diversos projetos que impulsionam a busca de inovações para o setor de energia elétrica. Um deles é o projeto que irá desenvolver a modelagem de Negócios para a Geração Distribuída que se baseia na promoção de interesses entre concessionárias de energia e os clientes geradores de energia por meio de alternativas sustentáveis, como a solar e a biomassa

Copel mobilidade

Outro P&D ANEEL que toma forma em 2020 é da Copel Mobilidade para o desenvolvimento de modelos de negócios para carros elétricos tanto para fomentar a popularização de pontos de abastecimento, quanto de venda de eletricidade. No projeto usuários e interessados em veículos elétricos poderão acessar a plataforma que irá concentrar informações úteis para o avanço das tecnologias. A idealização do projeto proposto pela COPEL conta com a colaboração de pesquisadores da UFSM e com a modelagem de negócios realizada pelo CIBiogás. 

Zeno Nadal Engenheiro da COPEL, diz que a companhia está iniciando os 4 projetos na área de mobilidade. A ideia é fomentar a malha elétrica do sul do país: “Precisamos disseminar a mobilidade elétrica para permitir a integração de áreas como o Sul e o Sudeste com o restante do país, permitindo expansão de outras regiões”, afirma. A entrega do projeto está prevista para o ano de 2022. 

Mudanças climáticas

Com as eventualidades das mudanças climáticas, novas discussões foram levantadas sobre a produção de energia limpa. A segunda mesa redonda do 11° Seminário Meio Ambiente e Cidadania trouxe dados sobre o setor de energias renováveis. De acordo com números apresentados no evento, enquanto a população cresceu aproximadamente 6 vezes, enquanto isso, a demanda por energia cresceu 20. 

Por isso é tão importante destacar as influências climáticas sobre o futuro da energia limpa. Este o cenário para a constante busca e desenvolvimento de métodos por novas matrizes energéticas e opções para produção de energia não só elétrica, mas para suprir toda a demanda do planeta.  

No processo de transição energética, o biogás e especialmente o biometano oferecem vantagens por terem baixa emissão de carbono e recuperam a emissão  de substratos como desejos ou efluente agroindustrial que emitiria GEE. As premissas da transição energética estão alinhadas com os valores institucionais do CIBiogás. Nossa linha de atuação é o desenvolvimento da cadeia produtiva do biogás.